segunda-feira, 27 de abril de 2009

Sucuri nas ruas e perdas no campo


Uma sucuri foi capturada no Centro do município de Trizidela do Vale, uma das cidades mais alagadas com as enchentes que já atingiram mais de 30 mil pessoas no Maranhão.

O animal foi capturado por populares que fizeram questão de fotografar a cobra de mais de 3 metros. A foto serve ainda, para mostrar o perigo que representa os mergulhos frequentes nas ruas alagadas.

Há informações de que muitas cobras de menor porte são encontradas com muita freqüência pelos alagados de Pedreiras e Trizidela do Vale.

Perdas – Pequenos agricultores da região perderam toda a produção.

A cheia do Rio Mearim inundou pastagens, lavouras e expulsou de casa milhares de ribeirinhos na zona rural de Pedreiras e Trizidela do Vale, os municípios mais carregados. Desde o último sábado, 25, o leite é um produto difícil de encontrar para a compra, devido ao alagamento dos caminhos de a cesso às fazendas.

No Mearim ficam as maiores plantações de banana do Maranhão. As enchentes causaram prejuízos para os produtores. A safra nos bananais já está comprometida. Nas áreas mais baixas, vilas e povoados estão sem estradas. O cultivo de arroz, principal fonte de alimento na região, também está ameaçado.

Treze municípios do Maranhão já decretaram situação de emergência por causa das enchentes.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

SES envia remédios a vítimas de enchente

Diante do quadro emergencial em que se encontram os municípios de Pedreiras e Trizidela do Vale, a Secretária de Estado da Saúde (SES) está tomando providências com o intuito de minimizar os transtornos causados pela enchente nos dois municípios, onde o rio Mearim já subiu mais de 4,5m acima de seu nível normal. “Estamos trabalhando para que o povo não sofra mais ainda e para que não falte nada aos que estão desabrigados”, afirma o secretário de Saúde, Ricardo Murad.

Desde ontem (dia 21), técnicos da Vigilância Epidemiológica estão trabalhando nos municípios, avaliando risco de doenças e adotando as providências cabíveis. Em caráter de urgência, foi determinada a mobilização de 13 equipes do programa Saúde da Família (PSF) e de nove do Programa de Saúde Bucal para orientar a comunidade. Também está sendo feita a distribuição de hipoclorito de sódio (para tratamento da água) e hidratante oral.

Foi enviado um caminhão baú com carregamento de medicamentos da Farmácia Básica, voltados para adultos e crianças. Na lista, estão colírio (tratamento de conjuntivite), antitérmicos, antibióticos e pomadas para dermatites tópicas, além de sais para rehidratação.

As famílias alojadas em abrigos também receberam 554 colchões enviados pela Secretaria de Desenvolvimento Social e a Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão (Caema) está equacionando o problema da falta d’água, provocado pelo rompimento da adutora.

Segundo dados da Prefeitura de Trizidela do Vale, na cidade há 1.752 pessoas desabrigadas. Diversos bairros foram afetados pela cheia, incluindo o centro da cidade, além de alguns povoados, como Jabuti, Lago da Onça e Açude Velho.

Chuva deixa 12 cidades em situação de emergência no Maranhão entre elas Pindaré


Mais de 20 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas no estado

Doze cidades do Maranhão decretaram situação de emergência por causa das chuvas que atingem o estado. Segundo a Defesa Civil, mais de 20 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas no estado.
A situação é pior na região do Rio Mearim. O nível do rio subiu seis metros acima do normal. As cidades mais atingidas são Trizidela do Vale e Pedreiras. Quinhentas famílias tiveram que abandonar as casas que foram invadidas pela água.O Rio Mearim subiu cinco metros em dois dias e alagou ruas em duas cidades do Maranhão: Pedreiras e Trizidela do Vale. A canoa serviu como transporte de emergência no meio do caos. Móveis das casas, como guarda-roupa, foram transportados às pressas. E as crianças foram junto com a mudança.
Famílias aflitas tiveram que fugir às pressas para escapar da enchente e salvar a mobília. ”É triste olhar nossas coisas dentro d’água, sem poder salvar. Lá ficou televisão, geladeira, cama, armário, ficou tudo”, lamenta a dona de casa Deusimar Campelo.
A enchente deixou bairros inteiros embaixo d’água. Muitas famílias ficaram isoladas à espera de socorro. Mulheres e crianças tiveram que desafiar os riscos, com a água pela cintura. Prédios públicos estão sendo usados como abrigo.
Já no município de Pindaré, na região Central do Maranhão, o estado de emergência foi decretado pela prefeitura que aguarda a homologação da situação por parte do Estado.Na sede e no interior do estado a situação é de muito desespero; “os povoados estão completamente debaixo dágua”, avisa o prefeito Henrique Salgado.